“Tarik em gestão de contratempos
Marroquino foi dispensado de um dos treinos da semana e agora também do jogo da Amadora
Tarik Sektioui já teve melhores dias no Dragão. Não foram muitos, mas sempre foram alguns e a época passada é uma referência boa. Nesta, ameaçou aqui e ali poder arrancar para uma temporada aproximada. Jesualdo ferreira chegou a dar-lhe a titularidade e oportunidades, porém, o marroquino não as agarrou com a mesma garra de então. Agora, para a Amadora, ficou de fora dos convocados. O que nem sequer é a primeira vez, ainda que tenha umas quantas justificações para tantos contratempos, como a demorada lesão que teve ainda antes das competições começarem, e o mês de jejum do Ramadão, que lhe deu ânimo, mas tirou as forças e até algum jeito. O desafio de Cinfães, onde foi titular, que não a tempo inteiro, serviu de barómetro para o professor tirar dúvidas em relação ao avançado magrebino e não só. Os resultados da observação não poderiam ter sido mais preocupantes: acabou por ser dispensado de um dos treinos sob pretexto que estava em gesttão de esforço, nesta convocatória nem entrou! (…)”
In A Bola de 17 de Dezembro de 2008, por José Carlos de Sousa
Intriga-me ler estas coisas nos jornais. Acho que alguns jornalistas, deviam consultar com regularidade o Código Deontológico. Custa-me ler coisas do género: “… mas tirou forças e até algum jeito!”. Onde é que está a ética disto? E não se esqueçam, senhores jornalistas, que a pessoa de quem escreveram isto, abdicou das suas férias de verão, para ficar no Porto a recuperar da lesão que o atirou para os estaleiros durante um longo período. Isso é ser profissional. Mas revolta-me que para os jornalistas portugueses, ser profissional seja falhar um Europeu e dizer qu foi por causa de uma lesão no pé. Lesão essa que pode demorar o que for preciso para ficar sanada. O importante é ir de férias para os EUA ou para onde quer que seja. Sim, senhores jornalistas. Falo dessa pseudo vedeta que vocês criaram e que hoje veneram como se fosse um Deus. Tristeza!
Já agora, alguma vez ouviram falar de um tal de Código Deontológico.
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